NO OCTÁGONO DA VIDA ESPIRITUAL

28 out

“PORQUE A NOSSA LUTA NÃO É CONTRA O SANGUE E A CARNE…”(Ef.6:12).

Há poucos dias, preguei sobre o tema da batalha espiritual. Referi-me ao contexto do MMA – Mixed Martial Arts, que surge como um dos esportes mais crescentes no mundo, principalmente através da propagação do evento UFC (Ultimate Fight Championship).

No contexto das lutas, o atleta profissional estuda meticulosamente o “jogo” do seu adversário: seus pontos fortes e fracos, sua movimentação, e assim por diante. A partir disso, ele formula sua estratégia para a luta.

Mencionei também que o lutador tem que conhecer a si próprio, principalmente no que tange às suas fraquezas e debilidades. Nenhum lutador de MMA domina amplamente todas as modalidades, e por isso o atleta precisa treinar para cada luta específica, cumprindo um programa particular, e focando em suas áreas mais deficitárias.

Nossa luta espiritual é exatamente assim. O inimigo conhece nossas debilidades, e é aí que nos ataca. De acordo com o pensamento dos pais do deserto, devemos encarar a luta sem medo, simplesmente conhecendo quem somos e identificando as repetidas estratégias do adversário.

 

“Empenhemo-nos na boa luta com alegria e amor, sem temer nossos inimigos. Embora não possam ser vistos, eles podem ver a face da nossa alma, e se a virem alterada pelo medo, usarão de armas afiadas contra nós. E o inimigo tem observado que temos tido medo. Então, ergamos nossos punhos contra eles corajosamente. Ninguém virá lutar contra um lutador resoluto” (São João Clímaco).

Na Grécia antiga, à entrada do Oráculo de Delfos, figurava a frase “CONHECE-TE A TI MESMO”, atribuída mitologicamente a Fimonoe, filha de Apolo. A sentença tornou-se um dos mais conhecidos pilares da filosofia socrática. O auto-conhecimento é a chave para grande parte das nossas lutas. Muitos perdem batalhas simples por não conhecerem suas próprias trevas. O conhecimento de si mesmo faz o vencedor.

Estou no ministério há quase 15 anos. Cresci, aprendi, amadureci, mas continuo lutando as mesmas lutas. Meu inimigo não mudou. Se tenho resistido, mesmo que às duras penas, dá-se pelo fato de que hoje me conheço melhor do que há 15 anos. Sei o que me derruba, o que me imobiliza, o que me nocauteia. E sei que não tenho os recursos pessoais para lutar contra isso. Só Cristo me vale. Que a graça me sustente, e que Deus esteja!

Mário Freitas, peso pesado. 

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